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20 de Ago 2017

Ed. 37 | Especial | Tecnologia aplicada à produção de proteína animal

Processos baseados na conectividade melhoram a produtividade e o rendimento 



O campo definitivamente está conectado, seja na produção e processamento dos grãos, seja na produção de proteína animal. Depois de três revoluções industriais (carvão, eletricidade e eletrônicos), o mundo experimenta um novo movimento: a indústria 4.0, expressão cunhada na Alemanha, que ganhou força durante o Fórum Econômico Mundial de 2016, em Davos. Diretamente relacionada com a internet das coisas (Internet of Things, IoT), a aplicação da indústria 4.0 e sua tecnologia digital aparece em todos os aspectos da sociedade e já se efetiva também no agronegócio. 



Trata-se de uma tecnologia que se destaca pela disposição de captar e interpretar informações, comunicando-se entre si, e dessa forma, agindo em conjunto. Nesse contexto, a IoT seria a capacidade de sensores, controladores e equipamentos se comunicarem por meio da rede (internet), já com as aplicações programadas para acontecerem em determinadas condições.



São máquinas autônomas operando em horário fora do expediente ou em locais de risco, sensores enviando informações para controladores de ambiência, leitores de chips identificando o perfil do animal para liberar a sua nutrição adequada, e mais uma gama de exemplos da internet das coisas operando dentro das diferentes cadeias produtivas, passando inclusive pela rastreabilidade.



De acordo com o veterinário e consultor, Lederson Trindade de Lima, na produção de proteína animal, os equipamentos inteligentes passam a fazer parte da operação das granjas tanto de aves quanto de suínos, monitorando os processos, integrando e levando informações para a palma da mão do produtor e para a agroindústria. “A rede de internet é fundamental para ter uma gestão full time, acompanhando e trabalhando com dados reais e não com estimativas sobre o que está acontecendo no galpão”, afirma.



Maximização da operação, agilidade, redução do erro humano, são alguns dos benefícios imediatamente observados com a utilização desses sistemas inteligentes integrados de gestão.



Gerenciamento remoto – Cada vez menos dependente da mão humana: assim está se apresentando a nova granja. “O produtor passa a ser auxiliado por um controlador que vai muito além de suas funções básicas, passando a ter um gerenciamento muito maior da granja, em um sistema integrado”, destaca Lima. Essa é uma primeira descrição para a nova plataforma que a GSI Agromarau está colocando no mercado, o Sistema EDGE.



Umidade, temperatura, iluminação, renovação de ar pelo volume de troca e não pelo número de exaustores ligados, consumo de ração, peso do animal... são itens gerenciados e integrados pelo Edge. “A grande ‘sacada’ do EDGE é que ele coloca na mão do produtor o detalhe fino, de forma simples e ágil, facilitando sua gestão.” Isso já é possível na granja do presente. 




O EDGE pode ser acessado remotamente a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet, como computador, tablet ou smartphone, e assim monitorar e analisar as informações em tempo real ou atuar rapidamente nos problemas, inclusive com mensagens de alerta enviadas para o produtor, agroindústrias e/ou todos os interessados listados previamente.

Segundo Samuel Brugnaroto, engenheiro de produto da GSI Agromarau, além de apresentar uma arquitetura moderna, flexível e completa para toda a cadeia de produção, a plataforma EDGE disponibiliza funcionalidades que permitem a gestão da inteligência do negócio (Business Intelligence). Na prática, o sistema permite integração para envio de informações a outros softwares de análise de dados ou de gestão de produção, utilizados em abatedouros ou fábricas de produção de ração, por exemplo. Também, por meio do www.gsiedge.com, é possível fazer a assinatura do pacote premium de análise de dados, o qual disponibiliza diversas ferramentas de visualização, análise e comparação de informações, criando gráficos, tabelas e relatórios personalizados, para citar alguns. “Todas essas funcionalidades facilitam a gestão do negócio, utilizando as informações obtidas na operação para fazer uma gestão inteligente da produção em tempo real”, reforça.



De forma geral, o Edge tem diversas características que o diferenciam dos controladores já existentes no mercado. A plataforma tem alto valor agregado para integradoras, técnicos de campo e para proprietários de granjas que podem acompanhar à distância o que está acontecendo em tempo real em cada núcleo. Brugnaroto exemplifica: a integradora pode receber alerta para verificar nível de ração, o técnico de campo pode identificar se a ambiência está sendo eficiente, o proprietário pode ter o controle do que o funcionário está fazendo.



Comparado com os controladores mais utilizados no Brasil, além de o Edge ter um software que está em constante desenvolvimento pela GSI, o que permite maior flexibilidade com funcionalidades sendo adicionadas, o sistema oferece a possibilidade de manter apenas um controlador principal concentrando e gerenciando até 64 painéis elétricos em um único equipamento. “A configuração dos equipamentos e da sua operação é muito simples e intuitiva para o produtor”, informa Brugnaroto. 



A implantação do sistema de gerenciamento EDGE permite a redução de custos ao eliminar a necessidade de um controlador separado e dedicado para cada galpão ou sala. Todas as informações são integradas pelo EDGE e disponíveis na tela touchscreen colorida, com uma navegação simples e fácil. E a integração com os demais equipamentos GSI vem pré-configurada, sendo suas definições preenchidas automaticamente. 



Para completar, a funcionalidade do sistema é garantida pelos materiais utilizados na sua produção, que permite que o Edge resista aos ambientes mais diversos, com elevada variação térmica, alta umidade e gases corrosivos, como amônia. O equipamento foi projetado para suportar temperaturas entre -20° e 50°C e uma amplitude de umidade de 0 a 95%.



Menos perdas, ajustes de processos e resultados efetivos: esses são benefícios imediatos da tecnologia aplicada ao agronegócio. A transformação promovida pela indústria 4.0 não se dá apenas pela adoção dessas novas tecnologias, mas principalmente pela utilização delas como forma de tornar os negócios mais eficientes e competitivos.



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