0
PÁGINA INICIAL / ELO / A carne brasileira é boa para o Brasil e para o mundo

A carne brasileira é boa para o Brasil e para o mundo

Mercado brasileiro está mais consumidor e expectativa para 2018 é de crescimento das exportações

 

O ano de 2017 foi de muitos desafios para a cadeia produtiva da carne. Ainda assim, os resultados superaram significativamente a expectativa. “Mesmo com embarques inferiores a 2016, chegar a volumes próximo a 700 mil toneladas foi uma vitória para o setor”, afirma Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O país exportou 693 mil toneladas em 2017, segundo dados divulgados pela entidade.
 
De acordo com a ABPA, os equívocos nas generalizações da divulgação da operação Carne Fraca deixaram suas marcas no setor produtivo, tanto junto ao consumidor brasileiro quanto aos mercados internacionais. “Mais de 70 países se fecharam para o Brasil, mas atualmente somente três mantêm o bloqueio, sendo que desses apenas um deles efetivou embarques de carne brasileira em 2016.” Internamente, o setor produtivo se recuperou de forma mais rápida, mas no mercado internacional o processo foi mais longo, em função da intensificação do processo de inspeção das importações. Outros fatores interferiram na queda das exportações (-5,4%): os elevados estoques chineses de carne suína (esse país foi o terceiro importador da proteína brasileira em 2016) e o embargo russo (principal destino do produto nacional) em dezembro.
 
De acordo com Santin, são situações superadas. “O Brasil já apresentou as contrapartidas solicitadas pela Rússia, e os entendimentos entre russos e brasileiros em relação às questões técnicas se encaminham para uma solução positiva. Inclusive, a expectativa é a melhor possível, considerando a Copa do Mundo a ser realizada naquele país, que tem a preferência por carne suína.”
 
Santin destaca ainda novos mercados estão sinalizando negócios para 2018, como é o caso da Coreia do Sul, que o Ministério da Agricultura brasileiro deve finalizar os acordos de certificação sanitária, para dar início aos embarques ainda no primeiro semestre do ano. O Peru é outro mercado que, em breve, deve importar a carne suína do Brasil.
Com relação ao preço médio da carne enviada ao exterior, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou um crescimento de 1,5% em novembro com relação a outubro, ainda que as receitas obtidas com exportações no mês tenham sido inferiores às de novembro de 2016. Segundo a ABPA, os custos de produção ajudaram: o preço equilibrado do milho e da soja, com a boa oferta dos insumos, garantiu ao setor produtivo melhor capacidade competitiva internacional neste ano.
 
No mercado interno, Santin destaca que houve um equilíbrio na produção. “Sem excesso.” Ele aponta a recuperação da economia refletindo no consumo em 2018. “As pessoas passaram a reconhecer na carne suína um substituto para a proteína bovina, se acostumaram a comer, e com a melhora da economia, continuarão consumindo”, prevê.

Balanço geral
Em resumo, os dados divulgados pela ABPA em dezembro de 2017, permitem projeções positivas para 2018.
Produção e exportações
Fechamento 2017: a produção deve totalizar 3,758 milhões de toneladas, número que supera em 0,5% o volume produzido pelo país em 2016, de 3,731 milhões de toneladas. Com este desempenho, o consumo per capita encerrou o ano em 14,7 quilos, uma elevação de 2% em relação ao consumo de 2016, de 14,4 quilos per capita.

Em se tratando de exportações, 2017 contabilizou embarques de 693 mil toneladas (-5,4%), obtendo receita de US$ 1,624 bilhão (+9,5%).
 
Previsão 2018: estimativas da ABPA apontam que a produção de carne suína em 2018 deverá superar em 2% a 3% o volume produzido em 2017. Para as vendas externas, a expectativa é de elevação entre 4% e 5% em volumes, em relação ao resultado de 2017, retomando patamares próximos ao alcançado em 2016 (com 732 mil toneladas).
 
 
Fatos relevantes:
- Retomada econômica.
- Expectativa de manutenção dos custos de produção em patamares próximos dos atuais.
- Mercado interno deve seguir atrativo para o setor.
- Retomada da Rússia deverá ocorrer em breve.  A realização da Copa do Mundo deverá influenciar positivamente a demanda por carne suína brasileira.
- Espera-se que os embarques de carne suína para a Coreia do Sul aconteçam ainda em 2018, com a conclusão dos certificados sanitários para as plantas habilitadas.
- Abertura do mercado peruano em 2018.
 - África do Sul deve manter forte ritmo de importações no próximo ano.
 
**Fonte: ABPA/dezembro 2017
Compartilhe:


Cadastre o seu e-mail e receba
novidades e informativos