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20 de Ago 2017

Ed. 37 | Armazenagem | Plano Safra: construção de silos deve crescer


Mercado está otimista com a liberação de crédito prioritária para armazenagem de grãos


O déficit de armazenagem de grãos vem se intensificando a cada colheita na última década. A sequência de safras recordes amplia o problema, que deve aproximar essa defasagem dos 80 milhões de toneladas nesta temporada.



Desde o dia 3 de julho, produtores rurais podem acessar os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (Plano Safra) 2017/2018. O governo liberou R$ 190,25 bilhões em crédito rural, sendo R$ 1,6 bilhão para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), incluindo aí R$ 300 milhões para cerealistas, via BNDES. As taxas de juros do PCA são as mais baixas para investimentos no Plano Safra, de 6,5% ao ano, com prazo de até 15 anos, com até três anos de carência.



Apesar de o governo ter definido a armazenagem de grãos como prioridade por conta do forte e contínuo crescimento da produção agrícola, o valor destinado para o setor no Plano Safra vigente representa menos da metade dos recursos destinados ao PCA em 2013, quando foi lançado (de R$ 5 bilhões, com juros de 3,5% ao ano). Chega-se ao Plano Safra 2017/2018, com déficit maior e com volume de recursos menor. 



As incertezas geradas pela situação política e econômica do país levaram a um represamento dos investimentos, o que frustrou a expectativa com o programa. Porém, de acordo com José Viscardi, diretor Comercial Armazenagem da GSI, a prioridade que o governo resolveu dar ao PCA no atual plano já começa a provocar uma reação do mercado. “Percebemos um aumento de procura de 30% com relação ao mesmo período do ano passado. Estamos com todos os cenários positivos para novos investimentos: super safra aumentando o déficit de armazenagem no país, aprovação de um valor substancial para o PCA e financiamento com custo mais barato para o produtor”, comenta. 



Viscardi observa que, mesmo com cenário positivo, os bancos seguem muito na liberação dos recursos, e o produtor ainda se mantém cauteloso. “O Risco País é grande, motivo do maior critério e cautela.” Já, no caso de bancos de fábrica, como o AGCO Finance, que oferecem como principal vantagem a agilidade na liberação, observa-se um crescimento significativo no número de propostas recebidas após o lançamento do Plano Safra 2017/2018. 



Paulo Schuch, superintendente do AGCO Finance, salienta que o anúncio da redução da taxa de juros para a linha PCA trouxe um novo ânimo ao mercado. “Estamos trabalhando com prioridade nessas operações de maneira que os clientes já possam armazenar a safra 2017/2018 em seus novos armazéns”. Ele ressalta que o objetivo da instituição não é concorrer com os bancos públicos, mas ser uma opção de financiamento ágil e flexível, no caso do investimento nas soluções de armazenagem GSI. “Não temos conta corrente, reciprocidades, cartões, aplicações, etc. Nosso relacionamento com o cliente resume-se a oferecer opções de financiamento aos produtos GSI e ao seguro do seu investimento”, afirma. “Oferecer ao cliente uma solução em financiamento adicionado à solução em equipamentos se constitui uma vantagem competitiva frente ao mercado”.



O executivo do AGCO Finance acrescenta que as expectativas são extremamente favoráveis, visto que ainda há um déficit na capacidade estática de armazenagem no Brasil que acarreta incremento em nossos custos de logística além de impactar no preço de venda das commodities durante a safra. “Outro fator importante é a linha PCA, com taxa de 6,5% ao ano, até então destinada para produtores e cooperativas e com expectativa de ser estendida a cerealistas e demais armazenadores. Em resumo, estamos em um excelente momento para investir em armazenagem”, completa Schuch.



Uma coisa se tem como certa: é sempre interessante vender a produção no melhor momento do mercado. “É a lei da oferta e da procura. Este ano, estamos vendo o produtor de milho guardando seu produto porque o preço não está atrativo no momento”, alerta Viscardi. O diretor de Armazenagem da GSI reforça ainda que essa sequência de super safras só comprova o potencial que o país tem de crescer mais ainda. “A produção vai precisar de espaço para ser guardada. Investimento em armazenagem será fundamental, e o produtor está percebendo o quanto é importante ter o controle do processo, a partir de um silo em sua propriedade”, acrescenta.






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