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Mulheres no agronegócio: elas assumem o controle

Mulheres no agronegócio: elas assumem o controle

O agronegócio ainda é um ambiente muito conservador, onde a maioria dos gestores é composta por homens.

 

Mas, este cenário está mudando também, e a participação das mulheres está crescendo muito rápido e com importante protagonismo.

 

Nos últimos anos, tem-se visto muitos movimentos envolvendo as mulheres no campo. 

 

E o que elas mais querem falar é sobre sucessão e profissionalização da empresa rural, querem saber como melhorar a forma de conduzir os negócios familiares.

“As mudanças no campo abriram um espaço muito grande para a mulher”, afirma Sandro Elias, sócio-diretor da Safras & Cifras, empresa especializada em soluções para o planejamento sucessório de famílias do agronegócio. 

 

Ele identifica que elas estão tanto na gestão administrativo-financeira, quanto na operação das propriedades.

 

As mulheres, que sempre tocaram a rotina pesada das propriedades rurais ao lado de pais, maridos e filhos, estão assumindo também o comando dos negócios. 

 

Além da lida diária, as mulheres agora são responsáveis por comprar o que a fazenda precisa, por gerenciar os funcionários e por administrar a parte financeira.

 

De acordo com Beatriz Brito, consultora de desenvolvimento humano e de empresa familiar, também sócia da Laudejá Agronegócios, muitos fatores marcam essa transição no campo. 

 

Ela elenca: 
- A nova relação de trabalho nos grandes centros e a descoberta dos jovens pelo campo, também impulsionada pela revolução verde, faz com que a vida no interior seja uma opção melhor ao enfrentamento da concorrência nos centros urbanos. E ainda com mais qualidade de vida.
- A evolução da agricultura tropical e a tecnologia aplicada ao campo faz com a força física, que antes era um determinante pra quem trabalhava nessa área, deixe de ser tão requerida, abrindo espaço para a mulher. 
- Hoje, não há mais espaço para tocar o negócio à moda antiga, estilo “fazendão”. É preciso uma visão profissional da empresa familiar rural, o que requer competências, tanto do masculino quanto do feminino.

 

Esse combinado de fatores faz com que as mulheres ocupem novos lugares no mercado de trabalho. 

“Nesse contexto, ela tem formação acadêmica, ela leva para o campo uma competência que é requerida hoje, de gestão, de administração, de organização, buscando evolução.”

 

A máxima de antigamente, da família que quando não tinha um filho homem pensava que ia perder a continuidade dos negócios, não existe mais. 

“É uma quebra de paradigma. Tenho que pensar o quanto vou desenvolver e formar os meus filhos, independentemente se nasceram homem ou mulher, para que sejam capazes de tocar o negócio.”

 

Quando há uma sucessão, não necessariamente se precisa trabalhar no negócio. 

 

Beatriz, que faz parte da quinta geração de uma família do agronegócio que atua com integração de lavoura e pecuária, ressalta que a mulher pode ocupar vários lugares na sucessão da empresa familiar rural, não necessariamente indo até a fazenda como um trabalho formal. 

“Hoje, eu tenho minha carreira própria e participo do conselho, parte da nossa governança. A família tem pessoas que estão pensando a estratégia, valores, discutindo o futuro da empresa, sem necessariamente estar na lida do campo.”

 

O conceito de “sexo frágil” aplicado às mulheres vem se mostrando um equívoco. 

 

Cada vez mais elas aparecem ocupando postos de destaque e como empreendedoras. 

 

E não é uma ocupação aleatória. 

 

A maioria segue a cartilha: busca capacitação e profissionalização para aprimorar suas competências. 

 

No depoimento a seguir,  Joana Joner - cliente GSI de Luis Eduardo Magalhães/BA, que vem acompanhando o pai, Renato Joner, na gestão da propriedade - fala sua opinião de porque as mulheres estão assumindo o seu papel de protagonismo também no campo.

 

Confira o vídeo:

 

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