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20 de Fev 2018

Qualidade na construção rural gera mais segurança

Adequação das instalações favorece o funcionamento dos equipamentos e a melhoria do resultado zootécnico

Operar com mais eficiência. Obter melhores resultados zootécnicos a cada lote. Produzir mais alimento no mesmo espaço que se tem. Essas são metas que regem o trabalho do produtor no seu dia a dia. Para alcançá-las, ele depende da tecnologia e da qualidade construtiva de seu galpão.

Tecnologicamente falando, a avicultura avança de forma mais rápida do que outras cadeias produtivas. Com o passar do tempo, as unidades produtoras de aves foram alterando suas características para se adaptar às exigências do mercado, acompanhando tendências e se adequando às questões climáticas.

O professor Iran José Oliveira da Silva, do Núcleo de Pesquisas em Ambiência da Esalq/USP, de Piracicaba, reforça essa afirmativa, incluindo nessa rápida evolução os materiais utilizados nos sistemas construtivos e a utilização da Internet das Coisas (IoT) dentro dos galpões, integrando os equipamentos.

“No passado, pensava-se no galpão como uma estrutura de alojamento para os animais. Era a visão do aviário como protetor contra as intempéries climáticas, principalmente chuvas e ventos". O professor, que é doutor em Ambiência Animal, ressalta que foram necessárias mudanças nas estruturas, relacionadas à condição de país tropical do Brasil. “Diferentemente da América do Norte e da Europa, nosso problema é calor e não frio. No passado, vemos muitos projetos copiados, utilizando tecnologia americana ou europeia como solução para a avicultura brasileira".

De acordo com Dr. Iran, dentro desse aviário do passado, o grande gargalo tecnológico era a discussão dos materiais de cobertura - telhas de barro, depois as de cimento amianto, fibrocimento, alumínio, até chegar nas telhas térmicas ou telhas-sanduíche de hoje. “A cobertura era responsável por 70% da absorção do calor oriundo da radiação solar. Então, precisava-se trabalhar a melhoria do telhado do ponto de vista do isolamento térmico para amenizar a condição térmica dos aviários".

Com o tempo, passou-se à discussão sobre as cortinas (que foram amarelas, depois azuis, chegando às platinadas, na cor de alumínio). A estrutura construtiva dos aviários também foi mudando: da madeira aos galpões pré-fabricados de concreto e, agora, às estruturas metálicas.

O produtor vem se adequando às necessidades técnicas e, ao mesmo tempo, às exigências internacionais, cada vez maiores, com relação ao produto de origem animal. No aviário do futuro, não se espera outra coisa senão o conforto e o bem-estar do animal. O professor esclarece que esses são conceitos que se complementam, salientando que ‘bem-estar’ é mais amplo. “O fato de proporcionar conforto ao animal auxilia no seu bem-estar, mas não estou realizando o ‘bem-estar’ propriamente dito. Esse envolve nutrição e sanidade adequadas, manejo do funcionário com o animal de forma apropriada, além do dimensionamento correto para a quantidade de aves (espaçamento)”. E ele completa: “quando falamos em bem-estar, também precisamos falar de índices produtivos. Com estruturas bem dimensionadas e equipamentos eficientes, teremos redução de perdas na produção e, com isso, maior rentabilidade".

Dando continuidade a sua evolução, a avicultura está em um momento em que o sistema está se modificando. Nessa relação entre construção e tecnologia, deve ser considerada não apenas a densidade de animais por metro quadrado, mas também o enriquecimento do ambiente. Segundo o professor, o desafio está em desenvolver sistemas em que o animal seja criado livre dentro do aviário, podendo ser estimulado a se exercitar de forma eficiente para fortalecimento muscular e ósseo, evitando assim rupturas na etapa final da produção. Há um índice muito grande de perda de animais em função de fraturas expostas, devido ao enfraquecimento ósseo. “Nesse caso, o enriquecimento ambiental seria proporcionar desde montes de feno até estruturas que simulam escadas, poleiros e balanços”.

As tendências construtivas que chegam ao campo deverão contemplar essas características para atender a avicultura de precisão. Os resultados prometidos pela tecnologia, agregando aí a contribuição da IoT para a tomada de decisão, só poderão ser atingidos se forem considerados os pré-requisitos de uma estrutura adequada, que proporcione melhor eficiência dos equipamentos instalados, garantindo segurança e produtividade à granja.

Estrutura completa: chave na mão do produtor - A GSI Agromarau estruturou uma nova divisão de negócios na empresa - a Total Poultry Solution (TPS). Apresentado no SIAVS 2017, o novo projeto oferece muito além dos equipamentos para produção de frangos de corte. “Entregamos a solução completa, do projeto à execução, incluindo fundações, estrutura, cobertura, instalações elétricas, hidrossanitárias e fechamentos. É a chave na mão do produtor (turnkey)”, afirma Maurício Pravato, supervisor de projetos do TPS. O objetivo principal do projeto é garantir melhor eficiência dos equipamentos e a produtividade da granja. Para tanto, a empresa formou uma equipe especializada e está desenvolvendo parceiros para a obra civil em cada região de atuação.

Ao contratar, o produtor faz a opção por parte do projeto ou pelo pacote completo, que pode incluir ainda casas para os funcionários da granja. Os galpões são desenvolvidos em estrutura metálica galvanizada. A obra civil conta com acompanhamento de engenheiro desde as fundações até a entrega. A Infra-Geo, empresa de engenharia e geotecnia, desenvolveu os padrões das fundações, considerando o binário custo x segurança. De acordo com o engenheiro Antônio Thomé, diretor da Infra-Geo, é fundamental que essa relação alcance o ponto ‘ótimo’, pois a fundação de uma obra é uma imobilização de capital para o resto da vida. “Não tem como reutilizar esse material. Vale a pena construir de uma maneira racional, com acompanhamento técnico, já que a fundação é o que irá garantir a estabilidade da estrutura frente às ações severas dos ventos”, enfatiza.

Pravato destaca que o TPS vai gerenciar todas as etapas da obra, proporcionando uma facilidade para a integradora - que é quem define o memorial da construção -, além de oferecer praticidade, agilidade e segurança para o produtor.
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