0
PÁGINA INICIAL / ELO / Suinocultura: tecnologia bem dimensionada

Suinocultura: tecnologia bem dimensionada

Suinocultura: tecnologia bem dimensionada

Escolher os equipamentos adequados gera resultados positivos

 

Nos últimos 10 anos, a suinocultura brasileira evoluiu muito e vem investindo em novas tecnologias. É um setor que está em evidência pelo significativo aumento da produção dessa proteína e pelas demandas do mercado internacional.

 

A produção de carne suína prevista para 2020 é de 4% a 6,5% maior em relação ao efetivado em 2019, alcançando até 4,25 milhões de toneladas, segundo as projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A entidade antevê um salto expressivo nas exportações do ano, podendo alcançar pela primeira vez 1 milhão de toneladas, 33% a mais do que em 2019. Já o consumo per capita de carne suína deverá se manter estável, com total de 15,3 quilos per capita no ano.

 

No acumulado do ano, as vendas de carne suína seguem 37,01% maior este ano, em comparação com 2019. Foram 479,4 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020, contra 349,9 mil toneladas exportadas nos seis primeiros meses do ano passado. Em receita, houve elevação de 52,5% no mesmo período comparativo, com US$ 1,076 bilhão este ano e US$ 705,6 milhões em 2019. “Os impactos gerados na Ásia pela Peste Suína Africana desde 2018 continuam a ditar o ritmo das importações da região. O Brasil mantém sua posição como parceiro pela segurança alimentar da China e das demais nações que impulsionaram suas compras neste ano”, destaca Francisco Turra, presidente da ABPA.

 

A produção em larga escala, colocando os animais em espaços de confinamento, exigiu cuidados especiais relacionados à climatização, principalmente, para preservar a sanidade animal. De acordo com Ortiz Mollon, supervisor de Projetos e Orçamentos – Proteína, praticamente, em todas as novas granjas de produção de leitões estão sendo instalados sistemas de ventilação mecânica. “Quando associados à genética e a uma nutrição de qualidade, apresentam resultados produtivos ainda maiores”, destaca.

 

Com a climatização, é possível aumentar o número de animais no galpão sem prejudicar a qualidade do ambiente de confinamento. Controladores, painéis de acionamento com itens de segurança, sistemas evaporativos, entradas de ar automáticas, inlets, exaustores com dupla proteção (aço galvanizado com pintura) ou inox são fundamentais para garantir o bem-estar, tão cobrado pelo consumidor atual. Além disso, o animal precisa se sentir confortável para ter um desempenho melhor.

 

É fundamental escolher o equipamento adequado para contemplar cada fase de desenvolvimento do animal. “Não existe uma receita de bolo pronta, cada projeto é único.” Considerando as necessidades diferentes de cada fase, a maternidade é um exemplo de desafio: a fêmea com uma necessidade de renovação de ar muito grande e os leitões, muitas vezes, com necessidade de se aquecer.

 

Uma maneira de manter a taxa de renovação de ar adequada para fêmea, sem proporcionar a sensação térmica ou velocidade de vento no ambiente, é utilizar um sistema com inlets ou um sistema de ventilação transversal e exaustores de tamanhos variados para atender a taxa mínima de renovação de ar com ciclos mais longos.


Seja inverno ou verão, a temperatura do ambiente onde estão os suínos deve ser sempre agradável para que eles se desenvolvam bem. Volume de ar a ser renovado por animal de acordo com a fase, número de renovações do ar por hora (cerca de 80 renovações na ventilação de verão) e um nível de CO² (dióxido de carbono) baixo são os principais quesitos a serem observados na elaboração de um plano. “Antes de definir o investimento na climatização da granja, o produtor precisa observar se esses itens estão sendo contemplados na proposta do fornecedor.”

 

Compartilhe:


Cadastre o seu e-mail e receba
novidades e informativos