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Tecnificação em suínos avança

Propriedades evoluem em automação e geram melhores resultados

O mercado brasileiro de suínos é altamente representativo. As exportações de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) mantiveram alta de 11,53% em volumes nos oito primeiros meses de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que aponta um total de 756,5 mil toneladas entre janeiro e agosto deste ano, contra 678,3 mil toneladas em 2020. 

 

Além da sua participação no saldo positivo da balança comercial do agronegócio, esse é um setor que está em constante crescimento, uma atividade econômica geradora de emprego e renda. Os grandes números de produção e exportação são resultados de investimentos em ampliações e tecnologia para evolução da produtividade nas granjas.

 

Hoje, a tecnificação da suinocultura vem sendo atendida por uma indústria de equipamentos também fortalecida pelo avanço tecnológico. Controle do ambiente e automação da alimentação estão no topo da lista de escolhas na hora de instalar uma granja nova ou reformar uma antiga. Uma estratégia que vem contribuindo para a melhoria da qualidade da carne suína, uma das proteínas mais consumidas e apreciadas também em território nacional.

 

De acordo com Ortiz Mollon, supervisor de Projetos e Orçamentos da divisão Proteína, a questão da ambiência é um dos principais fatores de investimento nas granjas de suínos. “A climatização vem avançando, assim como na avicultura, com a utilização de inlets para ventilação”, informa. “Os equipamentos, como exautores, por exemplo, têm algumas diferenciações em dimensões e proteções para aumentar a vida útil, mas de forma geral são muito semelhantes.” 

 

Empresas de genética, como a Agroceres, apontam que uma unidade produtora de leitões (UPL) produz 15% a mais de quilo carne ao ano em granja climatizada, comparada com uma não climatizada. 

 

Jamichel Toniollo, supervisor de Vendas Proteína, lembra que boa parcela do que se vê hoje na tecnificação das granjas de suínos vem sendo puxada pelas integradoras e cooperativas. “Especialmente para atender requisitos sanitários e de bem-estar animal, a climatização de galpões está bem avançada”, comenta.

 

O maior número de novas instalações de granjas climatizadas está nas unidades produtoras de leitões (UPLs). No galpão de maternidade é onde se identifica o principal desafio, para atender as necessidades de ambiência, tanto da matriz, quanto do leitãozinho.  

 

Com o aumento do custo da ração, outro ponto que as granjas vêm investindo muito é na automação da alimentação. São equipamentos que suprem a escassez de mão de obra, reduzem o desperdício e geram maior conversão alimentar.

 

Ademar Haack, gerente de duas fi liais da Granja Pinheiros, multiplicadora da Copercampos em Campos Novos, Santa Catarina, confirma a melhora dos resultados com uma granja tecnificada. 

 

Com um ano de operação, a nova granja automatizada com equipamentos AP Agromarau, já mostra o desempenho qualificado. São 48 baias, com 55 matrizes, no sistema “cobre e solta”. A granja conta com alimentação automática com chip e sistema completo de ambiência. 

 

A alimentação controlada por computador já garantiu redução de mão de obra – de 18 funcionários na granja tradicional, passou a precisar somente de 12 para a nova operação – e não tem desperdício de ração. Haack destaca ainda que, na granja climatizada, o leitão desmamado sai com peso melhor, e ainda reduziram a mortalidade em 3%.  

 

Um projeto bem elaborado para ambiência deve respeitar o volume de ar adequado para cada fase de evolução do animal. Ortiz Mollon destaca os principais itens que devem ser considerados em projetos de maternidade: 
• Respeitar o volume de ar de renovação necessário para cada fêmea matriz. 
• Utilizar exaustores de tamanhos variados com inversores de frequência para fazer aceleração e desaceleração do equipamento de forma suave. 
• Instalar inlets, que proporcionam qualidade de ar na ventilação mínima e na ventilação de transição, em toda a extensão do ambiente, para todos os animais ao mesmo tempo. 
• Fechar as baias com divisórias compactas ao redor é uma necessidade para proteção dos leitões da corrente de ar, evitando o estresse térmico pela sensação do vento. 
• Projetar um sistema de aquecimento para os leitões, mesmo que tenha um escamoteador fechado. 
• Instalar controladores para comando dos equipamentos com funções simples, que o operador possa manejar sem receios.  

 

E a conectividade vem pra completar as instalações modernas, que podem ser geridas à distância. É a automação interna, com controladores, associada à acessibilidade remota, com o produtor ou investidor recebendo na palma da mão os principais alertas do galpão. 

 

Da automação dos processos diários de uma granja até a operacionalização de tarefas, como alimentação e climatização, a principal vantagem é a maior precisão dos dados, maior controle dos lotes, redução de mão de obra, e mais tempo para o produtor. 


 

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